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Janeiro







Fazer um bazar caseiro é uma ótima forma de “desovar’ o que está parado, renovar as energias do armário e, sobretudo, da carteira. A consultora de moda Daniella Passaretti deu algumas dicas para que o evento seja um sucesso. Anote as dicas e monte seu próprio bazar.

Passo 1 – De olho no guarda-roupa
A regra básica da roupa que já pode ir para o bazar é bem simples, segundo Daniella. “Se a peça está no armário há um ano sem você usar, já pode ir para o bazar. Se ela está parada, é porque talvez não se encaixa mais no seu perfil atual”, explica.

Mas mais do que sair tirando tudo, é preciso ter critério para discernir o que de fato serve para ser vendido. De acordo com a consultora, as peças que vão para o bazar não podem ser velhas ou ter defeitos como manchas, bolinhas ou furos. “A roupa que vai para o bazar tem que estar impecável”, explica. Separar o que está velho do que simplesmente está usado é o primeiro passo.


Passo 2 – Preparar as peças
As peças à venda devem estar limpas, passadas e em bom estado. Roupas de frio, como casacos de lã, podem ficar algumas horas ao sol para pegar um ar, indica a especialista. Já peças em couro merecem cuidados especiais – a dica é passar um pouquinho de óleo de amêndoa com um pano úmido para reidratar a peça.

Os calçados também ganham um aspecto novo com um pouco de cera incolor. Na parte de dentro, paninho úmido para limpar. “Isso tudo é para valorizar o produto que vai ser vendido. As pessoas têm que chegar e ver que o bazar têm coisas bacanas”, reforça a especialista.

Na hora de organizar, vale colocar também outros itens que podem trazer mais dinheiro. “O problema dos bazares é que você está vendendo peças com uma única numeração, que é a sua. Então para você conseguir vender mais, a ideia é investir nos acessórios, bijuterias, lenços e bolsas e até roupa de cama”, exemplifica Daniella.


Passo 3 – Definir o local
O bazar pode ser feito na própria casa ou na casa de uma amiga que tiver um bom espaço para a exposição das roupas e acessórios. Fazendo em casa, o evento pode virar também uma boa desculpa para reunir as amigas para um café.

Se for fazer na casa das amigas, Daniella lembra que é preciso caprichar na hora de arrumar a mala. “Coloque os sapatos em saquinhos individuais e roupas bem dobradinhas, para que na hora de abrir a mala consiga passar uma sensação boa para as pessoas”, indica.


Passo 4 – Precificar
Na hora de colocar o preço, a dica maior da consultora é: “deixe o seu lado sentimental de lado”, alerta a consultora. “É preciso lembrar que a roupa já perdeu o valor de mercado no momento que saiu da loja e foi para o seu guarda-roupa”, acrescenta.

Daniella observa que, de um modo geral, para dar vazão às peças, cobrar um preço justo e, ainda, garantir que as vendas sejam pagas à vista, o ideal é cobrar pelo menos três vezes menos do que o valor pago.

Algumas peças mais valiosas podem fugir à regra, mas é sempre bom compensar com algumas promoçõezinhas. “Principalmente se for peça de modinha, que ninguém mais vai comprar. A intenção é fazer dinheiro rápido”, ressalta Daniella.


Passo 5 – Divulgar
Hoje em dia as redes sociais ajudam muito na hora da divulgação. Para quem vai fazer em casa, a única precaução é restringir o convite àquelas pessoas que realmente são próximas, para que não apareça um número de pessoas muito maior do que o previsto.

Uma dica da consultora Daniella é que, antes de soltar o e-mail ou convite em redes sociais, a dona do bazar tire fotos de algumas peças e envie junto, com frases convidativas. “Torpedos também funcionam muito”, indica a especialista.

Ela ressalta também a importância do dia e hora marcado. “Se você deixar muito aberto, cada pessoa vai aparecer em um horário. E o legal é ter bastante gente junto, pois isso isso facilita o impulso da compra”, observa.


Passo 6 – Organizar as peças
Como pouca gente tem uma arara dentro de casa para expor as peças, o ideal é usar a criatividade na hora de organizar o bazar. A consultora Daniella indica a sala como um bom lugar; a mesa de jantar pode ser usada como “vitrine”.

Organizar por cor e por categoria é uma forma de manter o bazar visualmente equilibrado. Na hora da venda, a praticidade é a melhor alternativa. “Para facilitar, faça uma lista e coloque na mesa ao lado das peças. A lista deve ser bem explicativa e detalhada, porque não há nada mais chato do que gostar de uma peça e ter que ficar perguntando o preço. Faça uma cópia e mantenha com você, para que a venda seja mais prática”, explica.


Precauções
Firmeza e determinação são palavras de ordem na hora da venda, para que o retorno financeiro seja garantido. “O bazar só vai compensar se o pagamento for à vista, ou, no máximo, pagamento em cheque até 20 dias”, ressalta.

Como a maioria das peças já está com um preço bem baixo, a negociação também não pode ser muito flexível. “Com certeza as pessoas vão pedir desconto, mas é preciso manter o preço, senão acaba virando uma feira livre”, conclui.

Por fim, uma análise geral do que foi feito vale muito na hora de repetir a experiência. “Se você não vender tudo, espere uns 15 dias e faça um segundo. No primeiro, você já pode ouvir o que as pessoas estão falando, se reclamam do preço ou da qualidade, para fazer melhor na segunda vez”, indica


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